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O Grupo Tramas é um projeto de inclusão social do Caps Moxuara que trabalha com vários tipos de artesanato e possui grande aceitação do público, que sempre se encanta com a qualidade e criatividade das criações das artesãs. Um grande diferencial deste projeto é que não são apenas os usuários do Caps que podem participar: familiares e outras pessoas da comunidade estão convidadas a se juntar à esta atividade. Afinal, este é um projeto de inclusão das pessoas portadoras de distúrbios mentais com a sociedade, seguindo os moldes da reforma psiquiátrica desejada pelo Movimento da Luta Antimanicomial.

Durante a próxima quinta (26) e domingo (27) o Grupo Tramas participará com um estande na Feira da Paz 2007, que acontece no Parque Pedra da Cebola, em Vitória. É uma ótima oportunidade para conversar com os integrantes do projeto e conferir os belíssimos trabalhos que eles confeccionam.

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O Centro de Atenção Psicossocial localizado no centro de Vitória (Caps Cidade) está passando por sérias dificuldades. A maior é que em breve este espaço será desativado e seus usuários e técnicos, transferidos para uma unidade em Jardim América, Cariacica. A distância entre o novo local e as casas de muitos usuários (moradores da Serra e de Vila Velha) e o isolamento que eles sofrerão por estar acostumados ao movimento da capital fazem com que esta mudança não seja vista com muita aceitação.

No dia 04 de maio foi feita uma manifestação na praça Costa Pereira, próxima ao Caps Cidade na qual vários pacientes demonstraram sua indignação com a transferência dos serviços para outro município. O ideal para eles é que seja disponiblizado um novo lugar, no próprio centro, pois o prédio do IAPI, onde funciona o Caps, está condenado pela defesa civil.


A situação do IAPI é péssima. Várias infiltrações nas paredes, janelas quebradas, ambiente escuro e elevadores a ponto de quebrar.

Mesmo assim, usuários e técnicos insistem em lutar por melhores condições para a saúde mental no Espírito Santo, sempre com alegria e cooperação, reivindicando a inclusão do doente mental na sociedade.

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Uma das metas da luta antimanicomial é oferecer autonomia aos pacientes com transtorno mental pela via do trabalho. Com muita animação e vontade de criar a integração entre a comunidade e os pacientes,  as unidades de saúde e Centro de Atenção Psicossocial (caps)  criaram oficinas terapêuticas de bordado, costura, tapetes.

Uma desta iniciativas deu tanto certo que desde de agosto de 2006, Tramas, o grupo lá de Cariacica,  desenvolve produtos por meio do projeto Economia Solidária. Usuários dos Caps Moxuara e da Unidade de Saúde Mental de Jardim América mais a comunidade partilham momentos de descontração enquanto aprendem um novo ofício e têm a possibilidade de ganhar uma graninha com os lucros das vendas dos produtos que variam de tapetes, roupas, bolsas, almofadas.

Para uma das usuárias e integrantes do Tramas, Bernadete Gomes, “é muito bom participar do programa, pois além de aprender muito, ocupa a cabeça e se diverte com os demais participantes”

A psicológa da Unidade de Saúde Jardim América, Magali Brandão, acrescenta “é uma oportunidade deles se sentirem úteis e trabalhando. Todo o lucro é revertido para a compra de materiais e o que sobra é repartido entre eles”. 

Os produtos são vendidos em feiras, lojas em shopping, no Super Mercado da estilista Gabi Lima e eventos ligados a psicologia.

As reuniões do Trama são sempre,  às terças e quintas-feiras, das 13h às 16h30, na rua Maria Schaeffer, 47, Nova Brasília, Cariacica. (27)  3344-2715. . E-mails: grupotramas@yahoo.com.br, hab.capsmoxuara@saude.es.gov.br

Fotos: Liege Nogueira

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Na última sexta-feira, 18, estudantes e profissionais ligados a area de saúde mental protestaram  pelos direitos dos pacientes com transtorno mental.

A mobilização ocorreu no Teatro da Ufes, Vitória, pela manhã. Foram cartazes e mais cartazes pedindo a inclusão dos usuários de caps na vida social.

Esta foi uma das iniciativas em comemoração ao dia nacional da Luta Antimanicomial.

Fotos: Liege Nogueira

Há vinte anos comemora-se o dia 18 de maio como o dia da Luta Antimanicomial no Brasil. Concidentemente, estreamos o nosso blog nesta data tão significativa para o movimento. No dia 18/05/1987, na I Conferência Nacional de Saúde Mental, foi elaborado o documento final do evento, que propunha a reformulação do modelo assistencial em saúde mental e conseqüente reorganização dos serviços, privilegiando o atendimento extra-hospitalar e as equipes multiprofissionais. Iniciava-se a discussão dos direitos de cidadania e da legislação em relação ao doente mental. Hoje podemos comemorar que mais da metade dos hospitais psiquiátricos do país já foram extintos e o número dos Núcleos e Centros de Atenção Psicossocial (Naps e Caps) aumenta cada vez mais.

A luta nacional da Psicologia é por uma sociedade sem manicômios, verdadeiras prisões para portadores de sofrimento mental, violadoras dos Direitos Humanos, instituições desoladoras, que só agravam os problemas, indefinidamente.

A Reforma Psiquiátrica deseja a interação cotidiana entre a loucura e a sociedade, demonstrando que a cidadania é um direito de todos.

Fontes: RedePsi e Ciência e Saúde Coletiva